Plano de Actividades
06 Maio; 11:00h Audição da Classe de Analise e técnicas de Composição na sala de expressão Musical Convento de S. Domingos
20 Maio; 18:00h Concerto de música Coral, auditório do Convento de S. Domingos, Montemor-o-Novo pelos grupos:
- Grupo Coral da SFUA (Sociedade Filarmónica União Agrícola) do Pinhal Novo
- Grupo Coral Vozes da Abrunheira
- Tuna da Escola de Música de S. Domingos
(Organização "Ensemble Monte Mor")
· Visita a Sevilha, Granada e Córdoba (Espanha) - Revisitar São João de Deus.
Junho:

09 Junho; Tributo a Zeca Afonso no Parque Urbano em Montemor-o-Novo ás 21:30h pelo Coro de Torres Vedras; Grupo de Música Popular de Torres Vedras ART www.art.home.sapo.pt e grupo de Música de Câmara Ensemble Monte Mor
(Organização "Ensemble Monte Mor")
- Apresentação de Catálogo sobre Três obras do Convento de São Domingos Exposição, coordenação e texto de Julieta Marques. Julho: 15 - Julho; · Almoço do 39°. Aniversário da Fundação do Grupo dos Amigos, com homenagem de mérito a grande amigo do G.A.M.

16 - Julho; 18:00h Convento de S. Domingos - I Festival de Acordeões
![GoncaloPescada_m[1].jpg](http://gam.blogs.sapo.pt/arquivo/GoncaloPescada_m[1].jpg)
(Organização "Ensemble Monte Mor")
Setembro:
· Participação do Grupo dos Amigos na Feira da Luz, com pavilhão temático sobre as actividades do G.A.M.
Outubro
· Apresentação do Opúsculo "Roteiro de Vias Romanas", no distrito de Évora -coordenação e texto de António Carvalho.
Novembro
· Apresentação do Livro do Prof. Carlos Cebola (exclusivamente com peças de teatro, textos e poemas sobre Montemor-o-Novo).
Dezembro
· Concerto de Natal - Escola de Música do S. Domingos.
(Organização: "Ensemble Montemor")
Actividades a decorrerem:
· Visitas guiadas aos Museus de Arqueologia e Regional (Individualmente e em Grupo)
· Aulas dos Estudos Gerais (Universidade Sénior) - Português, Francês, Inglês, Ginástica de Manutenção, Visão do Mundo e Iniciação à Informática.
· Catalogação e inventariação do espólio Bibliográfico para entrada em funcionamento da Biblioteca do Convento;
· Aulas de Música (Escola de Música de S. Domingos) Instrumentos de Sopro, Corda, Percussão, Formação e Expressão Musical e Analise e Técnicas de Composição.
Actividades propostas:
· Calcetamento do pátio de entrada no exterior do Convento;
· Recuperação de carros agrícolas e breques e construção de um telheiro no exterior para recolha dos mesmos;
· Continuação da recuperação e melhoramento do património edificado;
· Instalação de alarme para intrusão;
· Projecto para a construção da ala sul destinada a Museu de carros agrícolas, breques e trens.
· Criação de um Site pelos alunos de 7.º/8.º/9.º Ano, para o Museu e Convento de S. Domingos

(Fundado em 1967)
Os Símbolos, as Cores e os Motivos do Emblema do
Grupo dos Amigos de Montemor
− O Campo de Prata: Lealdade e Franqueza.
− Os Três Montes com um Maior: É um Elemento falante alusivo ao nome da Vila.
− O Castelo: A defesa da Vila é de Azul como símbolo da Amenidade e da Bondade.
− A Ponte: A Obra Real que facilitou as comunicações e assenta num pé de água ondado de Azul e Prata, representando o Rio sobre que foi lançada.
− O Chefe: É o ponto honroso do escudo e é de Vermelho - a Cor Real -indicando que, por várias vezes, a Vila abrigou alguns dos nossos monarcas e está carregado do escudete de Portugal antigo em memória de D. SANCHO, o construtor da Ponte e do Castelo.
− A Romã de Ouro: Símbolo do mais notável Filho da terra S. JOÃO DE DEUS.
− O Escudete de Armas da Casa de Bragança: Em memória de ter sido Marquês de Montemor-o-Novo um filho Segundo daquela Casa.
Os Beneméritos e o Início do
Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo
Muito elucidativo e prestimoso é o contributo do Reverendo Alberto Dias Barbosa publicado no seu último livro intitulado "Lugares de Memória em Montemor-o-Novo ", com o qual comemora o Foral de 1203 e 1503 de História de Montemor. Da sua preciosa demanda reconstrutiva fica-nos, indubitavelmente, a obra de reconstrução desta Casa, graças ao seu impulso e devoção pêlos lugares sagrados desta terra. Conta-nos o Reverendo, do acolhimento da ideia à realidade presente no que concerne a sua descrição sobre a obra do Convento de São Domingos. Das suas palavras, citamos:
«No regresso de uma ida ao Abrigo de Velhos Trabalhadores, que se encontrava em construção, o Eng.º João Garcia Nunes Mexia com o P. Alberto Dias Barbosa passaram ao lado das espantosas ruínas do velho Convento de São Domingos. Este aproveitou a oportunidade para sugerir ao empreendedor Eng. Nunes Mexia que se interessasse pelo aproveitamento daquele arruinada imóvel para fins culturais ou outros em benefício de Montemor-o-Novo. Tal conselho esteve na origem de um grande esforço para que o Estado, a Fundação Gulbenkian, a Câmara Municipal, muitos particulares e o povo de Montemor-o-Novo, com suas festas tornassem possível a transformação daquelas ruínas no benemérito Centro Cultural que ali se encontra actualmente, com um magnifico Museu de Arqueologia, uma grande Biblioteca, um Auditório polivalente, um Museu Etnográfico, um Museu de Olaria, uma vasta Galeria de Exposições nos claustros, etc.» "
As Aspirações e Realidades do Benemérito
Eng. João Garcia Nunes Mexia
Em 1968 foi publicada a Revista O Montemorense (Edição Suplemento Especial) a comemorar o l ° Aniversário da Fundação do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo. Especial, pêlos muitos e valiosos contributos históricos e literários, que denunciam ao lê-los um fervoroso amor pela terra montemorense numa coesão de esforços para o seu engrandecimento, num apelo veemente, digno, a lembrar os pergaminhos e também vontades -critérios de valor e espírito solidário. Nesta valiosa garantia, mercê da firmeza, do não ficar indiferente, da disponibilidade do dar sem receber, resultou na extraordinária reconstrução do Convento, no propósito, como fórmula encontrada, pelo Benemérito Eng. João Garcia Nunes Mexia. Desta edição especial da Revista O Montemorense, sublinhamos a sua página de elevado espírito apelativo, para com esta obra e que passamos a citar:
«O Convento de S. Domingos»
Centro de Actividades do Concelho
Realizada a 17 de Março de 1968 uma Assembleia Geral Extraordinária do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo a pedido da sua Direcção, foi por unanimidade resolvido que a reabilitação do histórico Convento de S. Domingos, constitua uma tarefa não deste ou daquele agrupamento mas um empreendimento de todo o Concelho, cabendo apenas ao Grupo dos Amigos de Montemor a grata missão de haver posto à consideração de toda a população esta dívida de honra para com os seus Maiores.
Na cruzada a que sem desfalecimento demos em boa hora início, estamos certos de poder contar com o generoso entusiasmo de todos os habitantes, ricos ou pobres, com a benemerente ajuda de Instituições cujo prestígio é penhor seguro do acerto da nossa acção e com a preciosa e desinteressada orientação de cientistas devotados ao engrandecimento do País.
Vamos com a ajuda de Deus e com o nosso esforço prestar inequívocas provas de que merecemos que acreditem nos habitantes deste Concelho, na sua fé, no seu entusiasmo, no propósito firme em que se encontram de refundir um sentido de humanidade que não consentirá, que as mais belas páginas da sua história, perpetuadas num granito que se considerava imorredouro, sejam dentro em pouco simples tema de nostálgicas lamentações.
O Convento de S. Domingos, onde se instalará um conjunto de actividades, que visarão a elevação do nível espiritual, social e económico do Concelho, será, através do seu Museu, o local sagrado onde os homens de hoje prestarão uma emocionada e esclarecida homenagem aos primitivos habitantes desta região, em épocas tão remotas que desafiam a nossa imaginação (...)» "
Este apelo conjugado ao elevado espírito de fé e esperança, resultou, com efeito, na realidade que é hoje o Museu e a Igreja, o maior símbolo do Convento num acolhimento espiritual e sagrado onde cada visitante sente a grandeza e a beleza de um espaço inigualável.
Em 25.4.1964 é o imóvel do Convento adquirido por escritura pública. As verbas angariadas, mercê de prestimosa contribuição quer de amigos, da população, da Câmara, da Fundação Calouste Gulbenkian e em especial relevância do Sr. Engenheiro João Nunes Mexia, permitiram restaurar esta obra e dar início ao Centro de Actividades Culturais e Económicas (C.A.C.E.).
O Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo (GAMN) foi então fundado a 18 de Julho de 1967 com aprovação dos estatutos publicado no Diário do Governo, III Série n" 186 de 10 de Agosto de 1967 por despacho ministerial. Recordemos os seus primeiros corpos gerentes:
Mesa da Assembleia-geral
Dr. Alfredo Maria Cunhal
Dr. António Maria Malta Laboreiro de Villa-Lobos
Reverendo António Lavajo Simões
Dr. Alfredo Heliodorio dos Santos
Direcção
Eng. João Garcia Nunes Mexia Dr. Nicolau José Torres Reverendo Alberto Dias Barbosa Dr. Artur Campos Figueira de Gouveia Salvador dos Santos
Concelho Fiscal
António Lopes de Andrade Júnior
Eng. João Rafael de Melo Mouzinho Almadanim
Doutor Angelino Augusto Ferreira
Os Propósitos do Grupo
O seu perfil
Num breve resumo citamos parte da Acta da 1a Assembleia-geral proferida pelo Reverendo Alberto Dias Barbosa, no que refere às "linhas mestras" do futuro do Convento de São Domingos:
«(...) Esse Centro incluirá: Biblioteca Pública (na Sala grande do 3.º piso, lado nascente); Museu de Arqueologia (Rés do chão e terreno exterior anexo ao edifício); Museu de Arte Sacra, etc. (no 2.º piso da aia do lado nascente); Sede da futura Associação de Regantes da Barragem dos Minutos e Sede do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo (2.º e 1.º pisos, respectivamente, da ala do lado Sul); Galerias de Exposições de pintura e outras actividades (claustros superiores, depois de envidraçados); Posto de Informações e turismo (junto ao «Hall» da escadaria de acesso); Duplo Auditório para conferências, exibições artísticas, etc. (na antiga Igreja).
Um muro apropriado circundará o recinto pelo Norte e Poente.
Um mausoléu junto a esse muro devidamente enquadrado, guardará as muitas ossadas de antigos Habitantes e Benfeitores ou Amigos do Convento.
O imóvel está classificado como de Interesse Público desde 1941. Uma das razões do interesse artístico e do valor do imóvel, além da sua arquitectura, é o revestimento de azulejo, na Igreja - uma das melhores peças portuguesas do género.
O "CENTRO DE ACTIVIDADES CULTURAIS E ECONÓMICAS" de S. Domingos terá o futuro e o benefício que os montemorenses quiserem dedicar-lhe.»
Numa análise convicta e observando os propósitos do Grupo ao tempo da sua formação, verificamos que todos foram cumpridos, muito para além dos limites iniciais, cabendo-lho o verdadeiro mérito de manter em funcionamento esta Casa com a mesma disponibilidade e espírito de dedicação.
Defendendo os princípios da nossa introdução, ser Amigos do Convento, procurámos reconstituir passos marcantes de uma existência, focando um conjunto de contribuições distintas, que propiciaram, afinal, a um conhecimento mais alargado deste lugar proporcionado na sua importância patrimonial e cultural, ainda que enquadrado numa perspectiva limitada pelas fontes restritas ao nosso alcance. E, não sendo tarefa fácil encontrar documentação a permitir um aprofundado estudo, questionamo-nos, se haverá algo mais que possamos acrescentar, sem repetir este imenso vazio originado na extinção dos conventos e dos mosteiros, dispersando fontes, de difícil recolha para um melhor contributo.
Talvez recorrendo à oralidade dos mais idosos, com um certo sabor lendário, no mediático que hoje vivemos, nos fornecessem algumas narrativas de lembrança, onde certamente não faltariam as saborosas laranjas do quintal do Convento S. Domingos, ou não fugindo à história de mil peripécias, à luz de lanterna, à caça aos milhares de pombos que tinham na Igreja o seu habitat. Dizem que eram milhares, talvez um imenso pombal paradisíaco, simbólico guardião do Espírito Santo, a aguardar nos voos agonizantes da espera A Reconstrução.
O Grupo dos Amigos de Montemor comungou desde o seu princípio, o espírito da dedicação a este lugar. Em 1986 abriu o Museu de Arqueologia aos mundo e aos vindouros, sob a Direcção do arqueólogo Doutor Mário Varela Gomes sendo nesta data coadjuvado na administração do Convento pela ímpar figura, sempre presente, o Capitão José Claudino Tregeira e da maior e mais ilustre pedra angular deste Museu de Arqueologia, a Dr.ª Ana Ribeiro da Mota Vacas.
E não cristalizou a acção do Grupo dos Amigos. Partilhando da riqueza pré-histórica entre a descoberta das Grutas do Escoural em 1963 e os infinitos lugares megalíticos que constituem origens e bases destas populações em movimento, abriu outros espaços, outros núcleos museológicos, cumprindo sempre, actuando sempre numa abnegada opção de Grupo, que tal como hoje, intervala a história do passado com a actualidade, vivendo-se o Museu, como partilha de uma realidade conseguida.
Realizou-se no dia 19 de Março a Assembleia-geral com vista à eleição dos novos corpos gerentes para o triénio de 2005/2007 e á apresentação do Relatório de Actividades e Contas de 2004.
A Assembleia foi bastante concorrida, tendo votado 45 sócios, 22 deles por procuração.
Foi eleita, por larga maioria, a única lista que se apresentou a sufrágio, constituída pêlos seguintes elementos:
Assembleia-geral
Presidente: João Tiago Praça Nunes Mexia
Vice-Presidente: António Luís Barrocas Espadaneira
1° Secretário: Maria Guilhermina Lobo Nunes Barata de Sousa
2° Secretário: Maria Teresa Nascimento Carvalho Leandro
Direcção
Presidente: António Paulo Ramos Xavier
Vice-Presidente: António Esteves Gonçalves
1° Secretário: António Joaquim Lobo da Silveira Romeiras
2° Secretário: Francisco António Grilo
Tesoureiro: Helena Maria Gaitas Marques
Conselho Fiscal
Presidente: Manuel Gabriel Santos Malhão
1° Vogal: Joaquim Feliciano Baptista
2° Vogal: Joaquim Pedro Claro
http://ensemble.blogs.sapo.pt/arquivo/76
Agenda:
http://ensemble.blogs.sapo.pt/arquivo/20








Fachada da Igreja com construção de casa posterior no átrio junto ao muro.

Interior da igreja

Claustros e respectivo espaço envolvente




Interior dos Claustros

Planta da Reconstrução do Convento de São Domingos (1972)


Núcleo Museológico
Planta de Localização

Está localizado este Núcleo Museológico no Convento de S. Domingos;

um Convento Dominicano (masculino) fundado na transição do sec. XVI para o sec. XVII onde sobressai uma belíssima Igreja, revestida de um rico painel de azulejos do sec. XVII, raríssimos na Europa.


Nave da Igreja (púlpito reconstruido)/Azulejo setecentista (Castor e Polux)

Arco da Capela de Santo Cristo


Capela-mor / Esgrafito da Capela-mor (promenor da legenda grega: Se a obra for bem paga será bem alva)

Pormenor de Fresco da Capela de Nossa Senhora do Rosário

Simbolos na abóbada do Altar-Mor

Frontal do Altar da Capela se S. Paulo/Abóbada da Capela de Santo Amaro
O Núcleo Museológico do Convento de S. Domingos envolve Salas de;
Museu de Arqueologia com espólio que preenche um leque de tempo que vai desde o Paleolítico à Idade Médias.



Sala de OLARIA - com peças de cerâmica, pesquisadas e recolhidas em todo o País, e formando um conjunto raro.

Olaria de uso doméstico do seculo XVI

Sala de ARTE SACRA - constituindo um espólio de esculturas, paramentos e alfaias religiosas deveras riquíssimo.

Sala de ETNOGRAFIA - que testemunha os costumes e a vida económica da Região (do sec. passado aos nossos dias).

Sala de TAUROMAQUIA - com peças únicas, a atestar a "aficion" e o gosto pela Festa Brava, da população de Montemor-o-Novo e Alentejo. www.forcadosdemontemor.com

Na galeria de Arte (CLAUSTROS) do Convento de S. Domingos, estão patentes Exposições temporárias de Artes plásticas.
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Frei Lúis de Granada Negro Ceroferário
Sala do Brinquedo

Horário:
10:00 - 12:3014:00 - 17:30
ENCERRA À SEGUNDA FERIRA
TELEF. 266 890 233
E-mail: grupoamigosmontemor@sapo.pt
N°6-Junho de 2005
Amigos e Consócios!
O destino e a vontade de alguns permitiram-nos continuar de mãos dadas com o Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, por mais três anos, com o propósito firme de manter viva e de "boa saúde" uma das instituições mais prestigiadas da nossa cidade e concelho.
Mas a verdade, singela e pura, é que sozinhos - nós Direcção - nada podemos, ao invés precisamos de todos - sócios e amigos dos "Amigos de Montemor" - para levar a "bom porto" este nosso desígnio constante, com empenho e dedicação, de dar a conhecer o G.A.M, de trazer mais visitantes ao nosso núcleo museológico, de ver mais participantes nas conferências que organizamos, de receber cada vez mais interessados nos eventos que apresentamos.
É, pois, com este objectivo que para já vos convidamos a comemorar mais um aniversário do G.A.M., o 38°, e nele vamos ter o maior prazer de agradecer a uma ilustre consócia, Ana Mota Vacas, toda uma vida dedicada a Montemor e ao Grupo de Amigos. É chegada a hora de nos unirmos num profundo sentimento de gratidão e dizer de forma simples: Obrigado Dra. Ana!
Companheiro/a e Amigo/a, que "São Domingos" seja um dos seus percursos neste Verão e que reencontre na frescura dos claustros a "temperança" para renovar o saber e aprofundar a história, descobrindo as pequenas histórias que fazem parte de todos e de cada um de nós. " '
Sinceramente, esperamos encontrá-lo/a por lá um destes dias.
Um abraço, até breve!
O Presidente

Recuperação e Restauro
Tem sido preocupação desta Direcção a recuperação de peças que se encontram no exterior do Convento, as quais, devido á sua prolongada exposição ao tempo corriam o risco de se perderem.
Está neste caso a Caldeira a Vapor, da figura abaixo, que merece ser vista aquando de uma deslocação do estimado sócio ao Convento, sugerimos o dia 16 de Julho, por ocasião do nosso almoço de Aniversário. A contribuição de sócios para este restauro, até ao momento, soma 1.250,00 esperando a Direcção que outros contribuam, pois esta verba cobre cerca de metade da despesa feita.

Abertura de Arcos
Outra obra agora empreendida foi a abertura de três arcos, cuja presença se vislumbrava, numa parede lateral do átrio do Convento, os quais estavam entaipados desde longa data.
Estes arcos abatidos cuja origem estamos a indagar, dão rara beleza ao átrio frontal á igreja, devendo ser inaugurados no próximo dia 16 de Julho, por ocasião do almoço comemorativo do 38° Aniversário da Fundação do Grupo. Contamos também com a colaboração monetária dos sócios neste empreendimento, cujo custo rondará os 5.000 .

Pintura do Convento
Iniciou-se no dia 9 de Maio
Salão de Chá
Continua á disposição dos familiares e amigos, o Salão de Chá, instalado numa Sala do 1° piso, aberto aos Sábados e Domingos. Não sabemos a razão pela qual mas sócios são os que menos o frequentam, apesar do esforço feito pela Direcção para aquisição do melhor equipamento.
Convite aos Sócios
A Direcção do Grupo convida os sócios, familiares e amigos, a utilizar os Claustros do Convento, Auditório da Igreja, Biblioteca e Salão de Chá para Exposições, Conferências, Festas de Aniversário, de Casamento ou Baptizado, almoços e outros eventos, em condições especiais para sócios e para grupos.
Serão de Debutantes, final do sec. XIX/Inicio do séc.XX
Realizou-se no dia 24 de Setembro de 2005, no Auditório do Convento de S. Domingos, um serão, a que chamámos; "Serão de Debutantes", em que os modelos foram vestidos pela nossa dedicada colaboradora D. Ernestina Pedro
Outro Santo Outro infante - Julieta Marques

Vozes do Silêncio - Julieta Marques

Estudo Sobre o Convento de Santo António
Pregadores da Ordem Dominicana de Montemor-o-Novo
Lugares da Memória em Montemor-o-Novo - Alberto Dias Barbosa

Montemor-o-Novo No Passado E No Presente - Alberto Dias Barbosa
Cadernos de Etnologia

Cadernos de História de Montemor-o-Novo

Cadernos de História de Montemor-o-Novo



Entre Lisboa e Espanha, nó central dos eixos viários que ligam o centro e o sul do país, Montemor-o-Novo é uma das terras mais atravessadas e menos conhecidas de Portugal. É tempo de a descobrir: a cidade insuspeita que se esconde para lá da avenida dos cafés e restaurantes e, também, a beleza do campo que a envolve, complementa e estende.
Montemor não surpreende apenas pelo inesperado. O seu encanto nasce da simplicidade com que o presente se sente, da força do passado que evoca, da imaginação que estimula ao primeira olhar.
Montemor marca-a a força ancestral das ordens religiosas e da nobreza agrária, expressa em belas casas senhoriais setecentistas, em múltiplos conventos (alguns restaurados para novas funções), em igrejas que associam portais manuelinos, ricos altares barrocos e inesquecíveis frescos e azulejos. A memória destes tempos convive serenamente com o presente e integra-se nele como as casas humildes de quem teve destino mais constante.
A Cidade de Montemor-o-Novo foi berço de São João de Deus, nascido em 1495 e fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros, que desde então prosseguiu a obra de cuidar dos doentes e dos mais necessitados.
O nome do santo foi dado ao largo onde se ergue a Igreja Matriz, do século XVII, que contém a pia baptismal onde João de Deus foi baptizado. www.sca.org.br/biografias/JoaodeDeus.pdf


Ruteiro Turistico na Cidade

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No edifício, antigo Convento de S. João de Deus, a porta à esquerda dá acesso à Biblioteca Municipal. Arquivo Histórico e Galeria Municipal; à direita, encontra-se a entrada para a Cripta de S. João de Deus e Igreja Matriz (sécs. XVII-XVIII). Na Cripta, inteiramente renovada, informe-se sobre a devoção de Montemor ao Santo que aqui nasceu. Na igreja concentre-se na extraordinária beleza do fresco original que recobre a abóbada da nave.

No Terreiro de S. João de Deus, pontifica a estátua do Santo e a fachada da Igreja Matriz. Em frente, o magnífico portal da Igreja da Misericórdia
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Igreja da Misericórdia, aqui, para além da abóbada polinervada, semelhante à da Ermida de Nossa Senhora da Visitação, de curiosos retábulos seiscentistas nos altares colaterais, da Sala do Despacho e de um órgão de séc. XVIII saído das mãos do mestre italiano D. Pascoal Caetano Olduvini. Poderá apreciar uma lindíssima Pietá, excelente obra de quatrocentos em mármore.
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Igreja do Calvário, inteiramente recuperada, guarda da época seiscentista os altares laterais em talha, o camarim e o crucifixo. Neste momento, serve de morada ao Retábulo da ermida de S. Pedro da Ribeira.
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Convento de S. Domingo, aloja agora, o Museu Arqueológico, com achados locais e também velhas alfaias agrícolas, e o chafariz da vila, trabalhado como um altar, merece igualmente ser admirado. http://gam.blogs.sapo.pt/arquivo/714892.h
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Convento de S. Francisco, teve origem na ermida de Nossa Senhora da Graça, em 1495.
6



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8 Fonte de Letras</strong>, Galeria de Exposições e café.
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Ermida de St. Pedro da Ribeira</strong>, (séc XVI). Encerra antigas composições murais de grande valor histórico. Destaca-se o magnífico fresco, de estilo gótico, que preenche o espaço fundeio da abside, representando S. Pedro e uma sucessão de cenas da agricultura onde é possível descobrir a estranha figura de um elefante.
10 Parque Urbano e Piscinas
11 Mercado Municipal
12 Câmara Municipal - www.cm-montemornovo.pt
13 Clube de Ténis
14 Posto de Turismo
Montemor-o-Novo é um dos maiores concelhos do país, um importante centro de produção de cortiça, cereais, azeite, gado e vinho, oferece ao visitante um artesanato tradicional de cestaria e trabalhos em couro e pele, além de uma especialidade local, o licor de poejo, planta aromática abundante na zona e muito apreciada na culinária.
Da presença árabe, o nome de um dos últimos príncipes ibéricos, Al-Mansur, é recordado no rio Almançor, que atravessa o concelho.
Nossa Senhora da Visitação


Nossa Senhora da Conceição


Sociedade Carlista: http://carlista.blogs.sapo.pt

Sociedade Pedrista

Grupo União Sport

Roteiro turistico fora da Cidade


Em Santiago do Escoural, a primeira gruta com pinturas rupestres descoberta em Portugal (em 1963) exibe gravuras e pinturas do Paleolítico Superior.



Anta do Zambujeiro


Almendres (Guadalupe)


Vale de Maria do Meio (Évora)


Torre das Águias (Brotas)


Anta da Comenda (S. Geraldo)


Ermida de São Brissos

Património Natural de Montemor-o-Novo
http://arquivonatural.naturlink.pt/
Alentejo / Sítios

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1 Casa de Guarda
2 Torre do Relógio
3 Porta da Vila
4 Arco-sólios Tumulares
5 Convento da Saudação
6 Igreja de Santiago
7 Torre da Má-Hora
8 Igreja de S. João Baptista do Castelo
9 Paço dos Alcaides ou Paço Real
10 Ruínas da Antiga Cadeia
11 Matadouro Mourisco
12 Torre e Porta do Anjo ou do Bispo
13 Ruínas da Igreja de Santa Maria
A história do Castelo de Montemor-o-Novo começa com a ocupação deste espaço pelos romanos e também na época muçulmana, onde já existia um castelo edificado, factos que se vieram a comprovar mais tarde com intervenções arqueológicas, onde foram descobertos diversos vestígios.
A partir do século XIII, começam a ser construídas as muralhas e é a partir das mesmas que surge o castelo.
Por iniciativa de D. Dinis, com a colaboração da Coroa, dos Fidalgos e do Povo são realizadas grandes obras neste local, no ano de 1365.
Ao longo do século seguinte, século XV, o castelo sofre constantes remodelações, sendo continuamente adoptado à estratégia militar. Felizmente nunca foram necessárias em caso de guerras que reclamassem a sua utilização na defesa da população e seus valores. Montemor-o-Novo foi sempre terra amante de justiça e paz. Estas obras estiveram a cargo do Mestre de pedraria Afonso Mendes de Oliveira.
A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio se aliava o facto de a corte permanecer por largos períodos em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos políticos de relevo, com a realização de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides.



Palácio dos Alcaides e Igreja de S. João Baptista</i>
Forais dos reis D. Sancho I (1203) e de D. Manuel (1503).
Em Montemor, em 1496, tomou D. Manuel I a decisão histórica de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia, durante os conselhos gerais que se realizaram na cidade.
No numeramento mandado realizar em 1527 por D. João III, o primeiro recenseamento à população feito em Portugal, contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar antigo e de grande povoação" cercada e enobrecida de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios e casas nobres".
Pertencem a essa época algumas das mais importantes obras de arquitectura existentes na cidade, como a Misericórdia, os Conventos da Saudação, de S. Francisco e de St.º António, a Ermida de Nª Sr.ª da Visitação, o Hospital Velho e o portal da igreja de St.ª Maria do Bispo.
Teve um importante papel no combate à ocupação castelhana (1580 - 1640). No ano de 1642 é dada uma ordem régia para reedificação das muralhas.
Durante o terramoto de 1755, o espaço já se encontra quase como que abandonado.
Durante o século XVIII, dão-se várias obras de recuperação do espaço.
No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem do pacato quotidiano da população. Entre eles destacam-se: a resistência à primeira invasão francesa, (início do séc. XIX) comandada por Junot, em 1808, junto á ponte de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado-maior do exército liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre liberais e miguelistas; a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843.
Em 1929, há registos da reparação de uma das torres. Durante o resto do século este castelo sofreu algumas perdas, tanto a nível das paredes do próprio edifício, como também das muralhas circundantes.
Torre do Relógio


A torre do Relógio voltada para a cidade actual mede vinte metros de altura, sem incluir o campanil, onde, ao longo dos séculos, serviram os montemorenses enquanto viveram, três honrados sinos, nas horas alegres e tristes, a todos convidando.
Foram eles: O Sino das Horas (1605); O Sino dos Quartos (1784); O Sino do Rebate (1777). Todos eles fabricados em bronze fundido, acabaram vítimas do seu trabalho.
Teria sido por colocação incorrecta do respectivo badalo? É essa a causa normal de os sinos racharem (se o badalo não bate na saliência interior mais elevada do respectivo sino). E continuamos à espera dos novos sinos?
O Sino das Horas, exemplar filipino de extraordinário volume e peso «era a peça mais arcaica do seu tipo no Concelho», segundo Túlio Espanca, no Inventário Artístico de Portugal.
Todos estes sinos estavam ultimamente fendidos. A Câmara Municipal (!) no princípio de Dezembro de 1966, teve de os partir para os enviar a uma fundição, mas perdeu-se o valor dessas preciosidades artísticas.
A Porta defendida por esta torre será provavelmente de origem romana, segundo alguns.
Entre esta porta e a torre do anjo, havia uma rua na qual estava o Paço Episcopal, construído logo após a Reconquista, onde os Arcebispos de Évora costumavam hospedar-se. Por isso o costume de chamarem a esta porta a Porta do Bispo e outros ainda a Porta da Vila. Junto à Muralha que vai desta torre à Torre de Santiago encontram-se alguns sarcófagos vazios. Era esta a porta principal e mais importante.
Torre e Porta de São Tiago
Também chamada do Sol, de Évora e popularmente, desde recuada época, da Má Hora, de Menagem e do Solar, situa-se na retaguarda da extinta Igreja Paroquial de Santiago, a nascente do Castelo.


Poderosa e altaneira, foi restaurada pêlos Monumentos Nacionais na década de 1950, juntamente com o troço da Muralha que a liga à Porta e Torre do Relógio.

A muralha que ligava esta Torre com a referida Torre do Relógio, o Palácio do Alcaide e a Igreja Paroquial de São João Baptista, também extinta, desapareceu intencionalmente, para utilização da pedra e outros materiais, em época desconhecida. Em l de Janeiro de 1914 inaugurou-se o Asilo Montemorense de Infância Desvalida, à custa das Confrarias de Montemor, no Convento da Saudação; o qual se transferiu para a antiga Casa da Guarda (Palácio de Valênças),
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junto à Torre do Relógio, no ano de 1918, por oferta da sua proprietária, a Condessa de Valênças, D. GuiIhermina Anjos Jardim; de onde se transferiu para uma casa junto à Câmara Municipal, cerca de 1970.

Torre do Anjo

Também chamada de Santarém, de Lisboa e da Vila.
Com duas fortíssimas torres a ladeá-la e protegê-la, ocupava uma situação excepcional, voltada a Santarém, dela se avistava um vastíssimo panorama envolvente.
Estava encostada a uma grande Cisterna de águas pluviais, que protegia. Sobre a parte mais alta, tinha em ferro, como cata-vento, a silhueta de um anjo.
Na parte superior dessa torre mandaram os Condes de Santa Cruz construir uma casa de recreio, cujo acesso se fazia pelo Palácio dos Alcaides. Ali existiu também uma capelinha dedicada a Nossa Senhora. Segundo uma carta régia de D. Manuel I, de 11 de Junho de 1504, parece que foi oficializada, com Procissão, a Consagração de Montemor ao Anjo da Guarda de Portugal.
As torres que protegem esta Porta foram mandadas construir por D. Diniz que mandou também calcetar esta e as restantes torres deste Castelo.
Esta fortíssima Porta Militar sofreu bastantes estragos com o Terramoto de 1755.

A Quarta Porta
Também chamada Postigo, já em 1444 e de Évora, desapareceu completamente no séc. XIX, com o aproveitamento dos seus materiais, incluindo os da muralha anexa, para construções efectuadas na vila, já depois de 1910.
Para conservação dos castelos, em Montemor-o-Novo como em todo o país, uma terça parte das receitas dos concelhos, até 30-06-1860, foi sempre obrigatoriamente reservada para as despesas com a conservação dos castelos. Nessa data de 1860, tendo evoluído notavelmente a arte militar e vivendo a população de Montemor-o-Novo, já quase toda, fora das muralhas do seu Castelo, só o crescente valor turístico desse grandioso conjunto de fortificações, ainda mal avaliado, justificaria o sacrifício dos contribuintes.
Uma carta de lei suprimiu a contribuição tributária das populações, extinguindo as terças partes das receitas públicas na defesa dos castelos, a partir de 1860.
Infelizmente, no caso do Castelo de Montemor-o-Novo, a grandeza desse conjunto monumental ainda não encontrou meio de obter a reconstrução de que precisa.
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