Sexta-feira, 26 de Agosto de 2005

Das Ruinas ao Convento

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Fachada da Igreja com construção de casa posterior no átrio junto ao muro.


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Interior da igreja


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Claustros e respectivo espaço envolvente


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Interior dos Claustros


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Planta da Reconstrução do Convento de São Domingos (1972)


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Núcleo Museológico

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Núcleo Museológico


Planta de Localização


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Está localizado este Núcleo Museológico no Convento de S. Domingos;


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um Convento Dominicano (masculino) fundado na transição do sec. XVI para o sec. XVII onde sobressai uma belíssima Igreja, revestida de um rico painel de azulejos do sec. XVII, raríssimos na Europa.


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Nave da Igreja (púlpito reconstruido)/Azulejo setecentista (Castor e Polux)


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Arco da Capela de Santo Cristo


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                       Capela-mor / Esgrafito da Capela-mor (promenor da legenda grega: Se a obra for bem paga será bem alva)


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Pormenor de Fresco da Capela de Nossa Senhora do Rosário


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Simbolos na abóbada do Altar-Mor


 


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Frontal do Altar da Capela se S. Paulo/Abóbada da Capela de Santo Amaro


O Núcleo Museológico do Convento de S. Domingos envolve Salas de;


Museu de Arqueologia com espólio que preenche um leque de tempo que vai desde o Paleolítico à Idade Médias.


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Sala de OLARIA - com peças de cerâmica, pesquisadas e recolhidas em todo o País, e formando um conjunto raro.


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Olaria de uso doméstico do seculo XVI


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Sala de ARTE SACRA - constituindo um espólio de esculturas, paramentos e alfaias religiosas deveras riquíssimo.


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Sala de ETNOGRAFIA - que testemunha os costumes e a vida económica da Região (do sec. passado aos nossos dias).


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Sala de TAUROMAQUIA - com peças únicas, a atestar a "aficion" e o gosto pela Festa Brava, da população de Montemor-o-Novo e Alentejo. www.forcadosdemontemor.com


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Na galeria de Arte (CLAUSTROS) do Convento de S. Domingos, estão patentes Exposições temporárias de Artes plásticas.


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             Frei Lúis de Granada                  Negro Ceroferário


Sala do Brinquedo


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Horário:


10:00 - 12:3014:00 - 17:30


ENCERRA À SEGUNDA FERIRA


TELEF. 266 890 233


E-mail: grupoamigosmontemor@sapo.pt

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Boletim Informativo

N°6-Junho de 2005


Amigos e Consócios!


O destino e a vontade de alguns permitiram-nos continuar de mãos dadas com o Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, por mais três anos, com o propósito firme de manter viva e de "boa saúde" uma das instituições mais prestigiadas da nossa cidade e concelho.


Mas a verdade, singela e pura, é que sozinhos - nós Direcção - nada podemos, ao invés precisamos de todos - sócios e amigos dos "Amigos de Montemor" - para levar a "bom porto" este nosso desígnio constante, com empenho e dedicação, de dar a conhecer o G.A.M, de trazer mais visitantes ao nosso núcleo museológico, de ver mais participantes nas conferências que organizamos, de receber cada vez mais interessados nos eventos que apresentamos.


É, pois, com este objectivo que para já vos convidamos a comemorar mais um aniversário do G.A.M., o 38°, e nele vamos ter o maior prazer de agradecer a uma ilustre consócia, Ana Mota Vacas, toda uma vida dedicada a Montemor e ao Grupo de Amigos. É chegada a hora de nos unirmos num profundo sentimento de gratidão e dizer de forma simples: Obrigado Dra. Ana!


Companheiro/a e Amigo/a, que "São Domingos" seja um dos seus percursos neste Verão e que reencontre na frescura dos claustros a "temperança" para renovar o saber e aprofundar a história, descobrindo as pequenas histórias que fazem parte de todos e de cada um de nós. " '


Sinceramente, esperamos encontrá-lo/a por lá um destes dias.


 


Um abraço, até breve!


 


O Presidente


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Recuperação e Restauro



Tem sido preocupação desta Direcção a recuperação de peças que se encontram no exterior do Convento, as quais, devido á sua prolongada exposição ao tempo corriam o risco de se perderem.


Está neste caso a Caldeira a Vapor, da figura abaixo, que merece ser vista aquando de uma deslocação do estimado sócio ao Convento, sugerimos o dia 16 de Julho, por ocasião do nosso almoço de Aniversário. A contribuição de sócios para este restauro, até ao momento, soma 1.250,00 € esperando a Direcção que outros contribuam, pois esta verba cobre cerca de metade da despesa feita.


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Abertura de Arcos



Outra obra agora empreendida foi a abertura de três arcos, cuja presença se vislumbrava, numa parede lateral do átrio do Convento, os quais estavam entaipados desde longa data.


Estes arcos abatidos cuja origem estamos a indagar, dão rara beleza ao átrio frontal á igreja, devendo ser inaugurados no próximo dia 16 de Julho, por ocasião do almoço comemorativo do 38° Aniversário da Fundação do Grupo. Contamos também com a colaboração monetária dos sócios neste empreendimento, cujo custo rondará os 5.000 €. 


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Pintura do Convento


Iniciou-se no dia 9 de Maio 2005 a pintura exterior do edifício e Claustro interior, depois de inúmeros contactos das Direcções cessantes e actual com as entidades competentes, tornando realidade uma aspiração iniciada em mandatos directivos anteriores. Espera-se que a pintura esteja pronta no próximo mês de Agosto.


 


Salão de Chá


Continua á disposição dos familiares e amigos, o Salão de Chá, instalado numa Sala do 1° piso, aberto aos Sábados e Domingos. Não sabemos a razão pela qual mas sócios são os que menos o frequentam, apesar do esforço feito pela Direcção para aquisição do melhor equipamento.


 


Convite aos Sócios


A Direcção do Grupo convida os sócios, familiares e amigos, a utilizar os Claustros do Convento, Auditório da Igreja, Biblioteca e Salão de Chá para Exposições, Conferências, Festas de Aniversário, de Casamento ou Baptizado, almoços e outros eventos, em condições especiais para sócios e para grupos.


 


Serão de Debutantes, final do sec. XIX/Inicio do séc.XX


Realizou-se no dia 24 de Setembro de 2005, no Auditório do Convento de S. Domingos, um serão, a que chamámos; "Serão de Debutantes", em que os modelos foram vestidos pela nossa dedicada colaboradora D. Ernestina Pedro

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Livraria do Convento

Outro Santo Outro infante - Julieta Marques


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Vozes do Silêncio - Julieta Marques


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Estudo Sobre o Convento de Santo António


Pregadores da Ordem Dominicana de Montemor-o-Novo


Lugares da Memória em Montemor-o-Novo - Alberto Dias Barbosa


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Montemor-o-Novo No Passado E No Presente - Alberto Dias Barbosa


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Cadernos de Etnologia


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Cadernos de História de Montemor-o-Novo


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Cadernos de História de Montemor-o-Novo


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Montemor-o-Novo

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Entre Lisboa e Espanha, nó central dos eixos viários que ligam o centro e o sul do país, Montemor-o-Novo é uma das terras mais atravessadas e menos conhecidas de Portugal. É tempo de a descobrir: a cidade insuspeita que se esconde para lá da avenida dos cafés e restaurantes e, também, a beleza do campo que a envolve, complementa e estende.


Montemor não surpreende apenas pelo inesperado. O seu encanto nasce da simplicidade com que o presente se sente, da força do passado que evoca, da imaginação que estimula ao primeira olhar.


Montemor marca-a a força ancestral das ordens religiosas e da nobreza agrária, expressa em belas casas senhoriais setecentistas, em múltiplos conventos (alguns restaurados para novas funções), em igrejas que associam portais manuelinos, ricos altares barrocos e inesquecíveis frescos e azulejos. A memória destes tempos convive serenamente com o presente e integra-se nele como as casas humildes de quem teve destino mais constante.


A Cidade de Montemor-o-Novo foi berço de São João de Deus, nascido em 1495 e fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros, que desde então prosseguiu a obra de cuidar dos doentes e dos mais necessitados.


O nome do santo foi dado ao largo onde se ergue a Igreja Matriz, do século XVII, que contém a pia baptismal onde João de Deus foi baptizado. www.sca.org.br/biografias/JoaodeDeus.pdf


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 Ruteiro Turistico na Cidade



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No edifício, antigo Convento de S. João de Deus, a porta à esquerda dá acesso à Biblioteca Municipal. Arquivo Histórico e Galeria Municipal; à direita, encontra-se a entrada para a Cripta de S. João de Deus e Igreja Matriz (sécs. XVII-XVIII). Na Cripta, inteiramente renovada, informe-se sobre a devoção de Montemor ao Santo que aqui nasceu. Na igreja concentre-se na extraordinária beleza do fresco original que recobre a abóbada da nave.


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No Terreiro de S. João de Deus, pontifica a estátua do Santo e a fachada da Igreja Matriz. Em frente, o magnífico portal da Igreja da Misericórdia


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Igreja da Misericórdia, aqui, para além da abóbada polinervada, semelhante à da Ermida de Nossa Senhora da Visitação, de curiosos retábulos seiscentistas nos altares colaterais, da Sala do Despacho e de um órgão de séc. XVIII saído das mãos do mestre italiano D. Pascoal Caetano Olduvini. Poderá apreciar uma lindíssima Pietá, excelente obra de quatrocentos em mármore.


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Igreja do Calvário, inteiramente recuperada, guarda da época seiscentista os altares laterais em talha, o camarim e o crucifixo. Neste momento, serve de morada ao Retábulo da ermida de S. Pedro da Ribeira.


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Convento de S. Domingo, aloja agora, o Museu Arqueológico, com achados locais e também velhas alfaias agrícolas, e o chafariz da vila, trabalhado como um altar, merece igualmente ser admirado. http://gam.blogs.sapo.pt/arquivo/714892.html


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Convento de S. Francisco, teve origem na ermida de Nossa Senhora da Graça, em 1495.


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Convento da Saudação(sécs. XVI-XIX), considerado o monumento de maior valor artístico do concelho. Entre no adro do Convento, actualmente objecto de uma intervenção para conservação e, caso possível, veja a Portaria revestida a azulejas datadas de 1651 e espreite os Claustros. Passe sob o arco para o jardim onde se encontram a Igreja de Santiago,

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a Torre da Má Hora ou de Menagem e a Porta do Sol. Do recinto para tiro aos pratos desfruta-se uma soberba panorâmica sobre o sul do concelho.


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Explorar o Castelo a seu bel-prazer, Entre pela Porta da Vila, junto à Casa da Guarda e, com o necessário cuidado, suba as escadas de acesso à Torre do Relógio. Deste ponto da muralha tem uma vista única sobre as ruínas do Paço dos Alcaides que serviu de pousada a vários monarcas e onde se reuniram Cortes. http://gam.blogs.sapo.pt/arquivo/746931.html

8 Fonte de Letras</strong>, Galeria de Exposições e café.


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Ermida de St. Pedro da Ribeira</strong>, (séc XVI). Encerra antigas composições murais de grande valor histórico. Destaca-se o magnífico fresco, de estilo gótico, que preenche o espaço fundeio da abside, representando S. Pedro e uma sucessão de cenas da agricultura onde é possível descobrir a estranha figura de um elefante.


10 Parque Urbano e Piscinas


11 Mercado Municipal


12 Câmara Municipal - www.cm-montemornovo.pt


13 Clube de Ténis


14 Posto de Turismo


Montemor-o-Novo é um dos maiores concelhos do país, um importante centro de produção de cortiça, cereais, azeite, gado e vinho, oferece ao visitante um artesanato tradicional de cestaria e trabalhos em couro e pele, além de uma especialidade local, o licor de poejo, planta aromática abundante na zona e muito apreciada na culinária.


Da presença árabe, o nome de um dos últimos príncipes ibéricos, Al-Mansur, é recordado no rio Almançor, que atravessa o concelho.


 


Nossa Senhora da Visitação


 


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Nossa Senhora da Conceição


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Sociedade Carlista: http://carlista.blogs.sapo.pt


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Sociedade Pedrista


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Grupo União Sport


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Roteiro turistico fora da Cidade


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Em Santiago do Escoural, a primeira gruta com pinturas rupestres descoberta em Portugal (em 1963) exibe gravuras e pinturas do Paleolítico Superior.



Ruinas do antigo conveto dos Monges (Serra de Monfurado)



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Anta do Zambujeiro


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 Almendres (Guadalupe)


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Vale de Maria do Meio (Évora)


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Torre das Águias (Brotas)


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Anta da Comenda (S. Geraldo)


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Ermida de São Brissos


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Património Natural de Montemor-o-Novo


http://arquivonatural.naturlink.pt/


 


Alentejo / Sítios


www.crookscape.org///sitios.html

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Castelo de Montemor-o-Novo, um dos maiores de Portugal

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1 Casa de Guarda
2 Torre do Relógio
3 Porta da Vila
4 Arco-sólios Tumulares
5 Convento da Saudação
6 Igreja de Santiago
7 Torre da Má-Hora


8 Igreja de S. João Baptista do Castelo
9 Paço dos Alcaides ou Paço Real


10 Ruínas da Antiga Cadeia
11 Matadouro Mourisco


12 Torre e Porta do Anjo ou do Bispo
13 Ruínas da Igreja de Santa Maria


A história do Castelo de Montemor-o-Novo começa com a ocupação deste espaço pelos romanos e também na época muçulmana, onde já existia um castelo edificado, factos que se vieram a comprovar mais tarde com intervenções arqueológicas, onde foram descobertos diversos vestígios.


A partir do século XIII, começam a ser construídas as muralhas e é a partir das mesmas que surge o castelo.


Por iniciativa de D. Dinis, com a colaboração da Coroa, dos Fidalgos e do Povo são realizadas grandes obras neste local, no ano de 1365.


Ao longo do século seguinte, século XV, o castelo sofre constantes remodelações, sendo continuamente adoptado à estratégia militar. Felizmente nunca fo­ram necessárias em caso de guerras que reclamassem a sua utilização na defesa da população e seus valores. Montemor-o-Novo foi sem­pre terra amante de justiça e paz. Estas obras estiveram a cargo do Mestre de pedraria Afonso Mendes de Oliveira.


A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio se aliava o facto de a corte permanecer por largos períodos em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos políticos de relevo, com a realização de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides.


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Palácio dos Alcaides e Igreja de S. João Baptista</i>


Forais dos reis D. Sancho I (1203) e de D. Manuel (1503).


Em Montemor, em 1496, tomou D. Manuel I a decisão histórica de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia, durante os conselhos gerais que se realizaram na cidade.


No numeramento mandado realizar em 1527 por D. João III, o primeiro recenseamento à população feito em Portugal, contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar antigo e de grande povoação" cercada e enobrecida de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios e casas nobres".


Pertencem a essa época algumas das mais importantes obras de arquitectura existentes na cidade, como a Misericórdia, os Conventos da Saudação, de S. Francisco e de St.º António, a Ermida de Nª Sr.ª da Visitação, o Hospital Velho e o portal da igreja de St.ª Maria do Bispo.


Teve um importante papel no combate à ocupação castelhana (1580 - 1640). No ano de 1642 é dada uma ordem régia para reedificação das muralhas.


Durante o terramoto de 1755, o espaço já se encontra quase como que abandonado.


Durante o século XVIII, dão-se várias obras de recuperação do espaço.


No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem do pacato quotidiano da população. Entre eles destacam-se: a resistência à primeira invasão francesa, (início do séc. XIX) comandada por Junot, em 1808, junto á ponte de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado-maior do exército liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre liberais e miguelistas; a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843.


Em 1929, há registos da reparação de uma das torres. Durante o resto do século este castelo sofreu algumas perdas, tanto a nível das paredes do próprio edifício, como também das muralhas circundantes.


Torre do Relógio


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A torre do Relógio voltada para a cidade actual mede vinte metros de altura, sem incluir o campanil, onde, ao longo dos sécu­los, serviram os montemorenses enquanto viveram, três honrados sinos, nas horas alegres e tristes, a to­dos convidando.


Foram eles: O Sino das Horas (1605); O Sino dos Quartos (1784); O Sino do Rebate (1777). Todos eles fabricados em bronze fundido, acabaram vítimas do seu trabalho.


Teria sido por colocação incorrecta do respectivo badalo? É essa a causa normal de os sinos racharem (se o badalo não bate na saliência interior mais elevada do respectivo sino). E continuamos à espera dos novos sinos?


O Sino das Horas, exemplar filipino de extraordinário volume e peso «era a peça mais arcaica do seu tipo no Concelho», segundo Túlio Espanca, no Inventário Artístico de Portugal.


Todos estes sinos estavam ultimamente fendidos. A Câmara Municipal (!) no princípio de Dezembro de 1966, teve de os partir para os enviar a uma fundição, mas perdeu-se o valor dessas preciosidades artísticas.


A Porta defendida por esta torre será provavelmente de origem romana, segundo alguns.


Entre esta porta e a torre do anjo, havia uma rua na qual estava o Paço Episcopal, construído logo após a Reconquista, onde os Ar­cebispos de Évora costumavam hospedar-se. Por isso o costume de chamarem a esta porta a Porta do Bispo e outros ainda a Porta da Vila. Junto à Muralha que vai desta torre à Torre de Santiago encontram-se alguns sarcófagos vazios. Era esta a porta principal e mais importante.


Torre e Porta de São Tiago


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Também chamada do Sol, de Évora e popularmente, desde recuada época, da Má Hora, de Menagem e do Solar, situa-se na retaguarda da extinta Igreja Paroquial de Santiago, a nascente do Castelo.


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 Poderosa e altaneira, foi restaurada pêlos Monumentos Na­cionais na década de 1950, juntamente com o troço da Muralha que a liga à Porta e Torre do Relógio.


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A muralha que ligava esta Torre com a referida Torre do Reló­gio, o Palácio do Alcaide e a Igreja Paroquial de São João Baptista, também extinta, desapareceu intencionalmente, para utilização da pedra e outros materiais, em época desconhecida. Em l de Janeiro de 1914 inaugurou-se o Asilo Montemorense de Infância Desvalida, à custa das Confrarias de Montemor, no Convento da Saudação; o qual se transferiu para a antiga Casa da Guarda (Palácio de Valênças),


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junto à Torre do Relógio, no ano de 1918, por oferta da sua proprietária, a Condessa de Valênças, D. GuiIhermina Anjos Jardim; de onde se transferiu para uma casa junto à Câmara Municipal, cerca de 1970.


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Torre do Anjo


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Também chamada de Santarém, de Lisboa e da Vila.


Com duas fortíssimas torres a ladeá-la e protegê-la, ocupava uma situação excepcional, voltada a San­tarém, dela se avistava um vastíssimo panorama en­volvente.


Estava encostada a uma grande Cisterna de águas pluviais, que protegia. Sobre a parte mais al­ta, tinha em ferro, como cata-vento, a silhueta de um anjo.


Na parte superior des­sa torre mandaram os Con­des de Santa Cruz construir uma casa de recreio, cujo acesso se fazia pelo Palácio dos Alcaides. Ali existiu também uma capelinha dedicada a Nossa Senhora. Segundo uma carta régia de D. Manuel I, de 11 de Junho de 1504, parece que foi oficializada, com Procissão, a Consagração de Montemor ao Anjo da Guarda de Portugal.


As torres que protegem esta Porta foram mandadas construir por D. Diniz que mandou também calcetar esta e as restantes torres deste Castelo.


Esta fortíssima Porta Militar sofreu bastantes estragos com o Terramoto de 1755.


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A Quarta Porta


Também chamada Postigo, já em 1444 e de Évora, desa­pareceu completamente no séc. XIX, com o aproveitamento dos seus materiais, incluindo os da muralha anexa, para construções efectuadas na vila, já depois de 1910.


Para conservação dos castelos, em Montemor-o-Novo como em todo o país, uma terça parte das receitas dos concelhos, até 30-06-1860, foi sempre obrigatoriamente reservada para as despesas com a conservação dos castelos. Nessa data de 1860, tendo evoluído notavelmente a arte militar e vivendo a po­pulação de Montemor-o-Novo, já quase toda, fora das muralhas do seu Castelo, só o crescente valor turístico desse grandioso conjunto de fortificações, ainda mal avaliado, justificaria o sacrifício dos contribuintes.


Uma carta de lei suprimiu a contribuição tributária das po­pulações, extinguindo as terças partes das receitas públicas na defesa dos castelos, a partir de 1860.


Infelizmente, no caso do Castelo de Montemor-o-Novo, a gran­deza desse conjunto monumental ainda não encontrou meio de obter a reconstrução de que precisa.


http://www.monumentos.pt/scripts/zope.pcgi/ipa/pages/ficha_ipa?nipa=0706040011

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