Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006

Historial


File0233.jpg


(Fundado em 1967)


Os Símbolos, as Cores e os Motivos do Emblema do


Grupo dos Amigos de Montemor


 


      O Campo de Prata: Lealdade e Franqueza.


      Os Três Montes com um Maior: É um Elemento falante alusivo ao nome da Vila.


      O Castelo: A defesa da Vila é de Azul como símbolo da Amenidade e da Bondade.


      A Ponte: A Obra Real que facilitou as comunicações e assenta num pé de água ondado de Azul e Prata, representando o Rio sobre que foi lançada.


      O Chefe: É o ponto honroso do escudo e é de Vermelho - a Cor Real -indicando que, por várias vezes, a Vila abrigou alguns dos nossos monarcas e está carregado do escudete de Portugal antigo em memória de D. SANCHO, o construtor da Ponte e do Castelo.


      A Romã de Ouro: Símbolo do mais notável Filho da terra S. JOÃO DE DEUS.


      O Escudete de Armas da Casa de Bragança: Em memória de ter sido Marquês de Montemor-o-Novo um filho Segundo daquela Casa.


 


 Os Beneméritos e o Início do


Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo


 


Muito elucidativo e prestimoso é o contributo do Reverendo Alberto Dias Barbosa publicado no seu último livro intitulado "Lugares de Memória em Montemor-o-Novo ", com o qual comemora o Foral de 1203 e 1503 de História de Montemor. Da sua preciosa demanda reconstrutiva fica-nos, indubitavelmente, a obra de reconstrução desta Casa, graças ao seu impulso e devoção pêlos lugares sagrados desta terra. Conta-nos o Reverendo, do acolhimento da ideia à realidade presente no que concerne a sua descrição sobre a obra do Convento de São Domingos. Das suas palavras, citamos:


«No regresso de uma ida ao Abrigo de Velhos Trabalhadores, que se encontrava em construção, o Eng.º João Garcia Nunes Mexia com o P. Alberto Dias Barbosa passaram ao lado das espantosas ruínas do velho Convento de São Domingos. Este aproveitou a oportunidade para sugerir ao empreendedor Eng. Nunes Mexia que se interessasse pelo aproveitamento daquele arruinada imóvel para fins culturais ou outros em benefício de Montemor-o-Novo. Tal conselho esteve na origem de um grande esforço para que o Estado, a Fundação Gulbenkian, a Câmara Municipal, muitos particulares e o povo de Montemor-o-Novo, com suas festas tornassem possível a transformação daquelas ruínas no benemérito Centro Cultural que ali se encontra actualmente, com um magnifico Museu de Arqueologia, uma grande Biblioteca, um Auditório polivalente, um Museu Etnográfico, um Museu de Olaria, uma vasta Galeria de Exposições nos claustros, etc.» "


 


As Aspirações e Realidades do Benemérito


Eng. João Garcia Nunes Mexia


 



Em 1968 foi publicada a Revista O Montemorense (Edição Suplemento Especial) a comemorar o l ° Aniversário da Fundação do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo. Especial, pêlos muitos e valiosos contributos históricos e literários, que denunciam ao lê-los um fervoroso amor pela terra montemorense numa coesão de esforços para o seu engrandecimento, num apelo veemente, digno, a lembrar os pergaminhos e também vontades -critérios de valor e espírito solidário. Nesta valiosa garantia, mercê da firmeza, do não ficar indiferente, da disponibilidade do dar sem receber, resultou na extraordinária reconstrução do Convento, no propósito, como fórmula encontrada, pelo Benemérito Eng. João Garcia Nunes Mexia. Desta edição especial da Revista O Montemorense, sublinhamos a sua página de elevado espírito apelativo, para com esta obra e que passamos a citar:



 



«O Convento de S. Domingos»


Centro de Actividades do Concelho


 


Realizada a 17 de Março de 1968 uma Assembleia Geral Extraordinária do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo a pedido da sua Direcção, foi por unanimidade resolvido que a reabilitação do histórico Convento de S. Domingos, constitua uma tarefa não deste ou daquele agrupamento mas um empreendimento de todo o Concelho, cabendo apenas ao Grupo dos Amigos de Montemor a grata missão de haver posto à consideração de toda a população esta dívida de honra para com os seus Maiores.


Na cruzada a que sem desfalecimento demos em boa hora início, estamos certos de poder contar com o generoso entusiasmo de todos os habitantes, ricos ou pobres, com a benemerente ajuda de Instituições cujo prestígio é penhor seguro do acerto da nossa acção e com a preciosa e desinteressada orientação de cientistas devotados ao engrandecimento do País.


Vamos com a ajuda de Deus e com o nosso esforço prestar inequívocas provas de que merecemos que acreditem nos habitantes deste Concelho, na sua fé, no seu entusiasmo, no propósito firme em que se encontram de refundir um sentido de humanidade que não consentirá, que as mais belas páginas da sua história, perpetuadas num granito que se considerava imorredouro, sejam dentro em pouco simples tema de nostálgicas lamentações.


O Convento de S. Domingos, onde se instalará um conjunto de actividades, que visarão a elevação do nível espiritual, social e económico do Concelho, será, através do seu Museu, o local sagrado onde os homens de hoje prestarão uma emocionada e esclarecida homenagem aos primitivos habitantes desta região, em épocas tão remotas que desafiam a nossa imaginação (...)» "



Este apelo conjugado ao elevado espírito de fé e esperança, resultou, com efeito, na realidade que é hoje o Museu e a Igreja, o maior símbolo do Convento num acolhimento espiritual e sagrado onde cada visitante sente a grandeza e a beleza de um espaço inigualável.


Em 25.4.1964 é o imóvel do Convento adquirido por escritura pública. As verbas angariadas, mercê de prestimosa contribuição quer de amigos, da população, da Câmara, da Fundação Calouste Gulbenkian e em especial relevância do Sr. Engenheiro João Nunes Mexia, permitiram restaurar esta obra e dar início ao Centro de Actividades Culturais e Económicas (C.A.C.E.).


O Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo (GAMN) foi então fundado a 18 de Julho de 1967 com aprovação dos estatutos publicado no Diário do Governo, III Série n" 186 de 10 de Agosto de 1967 por despacho ministerial. Recordemos os seus primeiros corpos gerentes:


 


                                        Mesa da Assembleia-geral


 


Dr. Alfredo Maria Cunhal


Dr. António Maria Malta Laboreiro de Villa-Lobos


Reverendo António Lavajo Simões


Dr. Alfredo Heliodorio dos Santos


 


Direcção


 


Eng. João Garcia Nunes Mexia Dr. Nicolau José Torres Reverendo Alberto Dias Barbosa Dr. Artur Campos Figueira de Gouveia Salvador dos Santos


 


Concelho Fiscal


 


António Lopes de Andrade Júnior


Eng. João Rafael de Melo Mouzinho Almadanim


Doutor Angelino Augusto Ferreira


 


Os Propósitos do Grupo


O seu perfil


 



Num breve resumo citamos parte da Acta da 1a Assembleia-geral proferida pelo Reverendo Alberto Dias Barbosa, no que refere às "linhas mestras" do futuro do Convento de São Domingos:


«(...) Esse Centro incluirá: Biblioteca Pública (na Sala grande do 3.º piso, lado nascente); Museu de Arqueologia (Rés do chão e terreno exterior anexo ao edifício); Museu de Arte Sacra, etc. (no 2.º piso da aia do lado nascente); Sede da futura Associação de Regantes da Barragem dos Minutos e Sede do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo (2.º e 1.º pisos, respectivamente, da ala do lado Sul); Galerias de Exposições de pintura e outras actividades (claustros superiores, depois de envidraçados); Posto de Informações e turismo (junto ao «Hall» da escadaria de acesso); Duplo Auditório para conferências, exibições artísticas, etc. (na antiga Igreja).


Um muro apropriado circundará o recinto pelo Norte e Poente.


Um mausoléu junto a esse muro devidamente enquadrado, guardará as muitas ossadas de antigos Habitantes e Benfeitores ou Amigos do Convento.


O imóvel está classificado como de Interesse Público desde 1941. Uma das razões do interesse artístico e do valor do imóvel, além da sua arquitectura, é o revestimento de azulejo, na Igreja - uma das melhores peças portuguesas do género.


O "CENTRO DE ACTIVIDADES CULTURAIS E ECONÓMICAS" de S. Domingos terá o futuro e o benefício que os montemorenses quiserem dedicar-lhe.»


Numa análise convicta e observando os propósitos do Grupo ao tempo da sua formação, verificamos que todos foram cumpridos, muito para além dos limites iniciais, cabendo-lho o verdadeiro mérito de manter em funcionamento esta Casa com a mesma disponibilidade e espírito de dedicação.


Defendendo os princípios da nossa introdução, ser Amigos do Convento, procurámos reconstituir passos marcantes de uma existência, focando um conjunto de contribuições distintas, que propiciaram, afinal, a um conhecimento mais alargado deste lugar proporcionado na sua importância patrimonial e cultural, ainda que enquadrado numa perspectiva limitada pelas fontes restritas ao nosso alcance. E, não sendo tarefa fácil encontrar documentação a permitir um aprofundado estudo, questionamo-nos, se haverá algo mais que possamos acrescentar, sem repetir este imenso vazio originado na extinção dos conventos e dos mosteiros, dispersando fontes, de difícil recolha para um melhor contributo.


Talvez recorrendo à oralidade dos mais idosos, com um certo sabor lendário, no mediático que hoje vivemos, nos fornecessem algumas narrativas de lembrança, onde certamente não faltariam as saborosas laranjas do quintal do Convento S. Domingos, ou não fugindo à história de mil peripécias, à luz de lanterna, à caça aos milhares de pombos que tinham na Igreja o seu habitat. Dizem que eram milhares, talvez um imenso pombal paradisíaco, simbólico guardião do Espírito Santo, a aguardar nos voos agonizantes da espera A Reconstrução.


O Grupo dos Amigos de Montemor comungou desde o seu princípio, o espírito da dedicação a este lugar. Em 1986 abriu o Museu de Arqueologia aos mundo e aos vindouros, sob a Direcção do arqueólogo Doutor Mário Varela Gomes sendo nesta data coadjuvado na administração do Convento pela ímpar figura, sempre presente, o Capitão José Claudino Tregeira e da maior e mais ilustre pedra angular deste Museu de Arqueologia, a Dr.ª Ana Ribeiro da Mota Vacas.


E não cristalizou a acção do Grupo dos Amigos. Partilhando da riqueza pré-histórica entre a descoberta das Grutas do Escoural em 1963 e os infinitos lugares megalíticos que constituem origens e bases destas populações em movimento, abriu outros espaços, outros núcleos museológicos, cumprindo sempre, actuando sempre numa abnegada opção de Grupo, que tal como hoje, intervala a história do passado com a actualidade, vivendo-se o Museu, como partilha de uma realidade conseguida.


Realizou-se no dia 19 de Março a Assembleia-geral com vista à eleição dos novos corpos gerentes para o triénio de 2005/2007 e á apresentação do Relatório de Actividades e Contas de 2004.


A Assembleia foi bastante concorrida, tendo votado 45 sócios, 22 deles por procuração.


Foi eleita, por larga maioria, a única lista que se apresentou a sufrágio, constituída pêlos seguintes elementos:


 


Assembleia-geral


 


Presidente: João Tiago Praça Nunes Mexia


Vice-Presidente: António Luís Barrocas Espadaneira


1° Secretário: Maria Guilhermina Lobo Nunes Barata de Sousa


2° Secretário: Maria Teresa Nascimento Carvalho Leandro


 


Direcção


 



Presidente: António Paulo Ramos Xavier


Vice-Presidente: António Esteves Gonçalves


1° Secretário: António Joaquim Lobo da Silveira Romeiras


2° Secretário: Francisco António Grilo


Tesoureiro: Helena Maria Gaitas Marques


 


Conselho Fiscal


 


Presidente: Manuel Gabriel Santos Malhão


1° Vogal: Joaquim Feliciano Baptista


2° Vogal: Joaquim Pedro Claro

publicado por GAM às 17:44
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. Agenda

. Historial

. Escola de Música

. Das Ruinas ao Convento

. Núcleo Museológico

. Boletim Informativo

. Livraria do Convento

. Montemor-o-Novo

. Castelo de Montemor-o-Nov...

.arquivos

. Julho 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Agosto 2005

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds