Sexta-feira, 26 de Agosto de 2005

Castelo de Montemor-o-Novo, um dos maiores de Portugal

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1 Casa de Guarda
2 Torre do Relógio
3 Porta da Vila
4 Arco-sólios Tumulares
5 Convento da Saudação
6 Igreja de Santiago
7 Torre da Má-Hora


8 Igreja de S. João Baptista do Castelo
9 Paço dos Alcaides ou Paço Real


10 Ruínas da Antiga Cadeia
11 Matadouro Mourisco


12 Torre e Porta do Anjo ou do Bispo
13 Ruínas da Igreja de Santa Maria


A história do Castelo de Montemor-o-Novo começa com a ocupação deste espaço pelos romanos e também na época muçulmana, onde já existia um castelo edificado, factos que se vieram a comprovar mais tarde com intervenções arqueológicas, onde foram descobertos diversos vestígios.


A partir do século XIII, começam a ser construídas as muralhas e é a partir das mesmas que surge o castelo.


Por iniciativa de D. Dinis, com a colaboração da Coroa, dos Fidalgos e do Povo são realizadas grandes obras neste local, no ano de 1365.


Ao longo do século seguinte, século XV, o castelo sofre constantes remodelações, sendo continuamente adoptado à estratégia militar. Felizmente nunca fo­ram necessárias em caso de guerras que reclamassem a sua utilização na defesa da população e seus valores. Montemor-o-Novo foi sem­pre terra amante de justiça e paz. Estas obras estiveram a cargo do Mestre de pedraria Afonso Mendes de Oliveira.


A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio se aliava o facto de a corte permanecer por largos períodos em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos políticos de relevo, com a realização de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides.


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Palácio dos Alcaides e Igreja de S. João Baptista</i>


Forais dos reis D. Sancho I (1203) e de D. Manuel (1503).


Em Montemor, em 1496, tomou D. Manuel I a decisão histórica de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia, durante os conselhos gerais que se realizaram na cidade.


No numeramento mandado realizar em 1527 por D. João III, o primeiro recenseamento à população feito em Portugal, contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar antigo e de grande povoação" cercada e enobrecida de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios e casas nobres".


Pertencem a essa época algumas das mais importantes obras de arquitectura existentes na cidade, como a Misericórdia, os Conventos da Saudação, de S. Francisco e de St.º António, a Ermida de Nª Sr.ª da Visitação, o Hospital Velho e o portal da igreja de St.ª Maria do Bispo.


Teve um importante papel no combate à ocupação castelhana (1580 - 1640). No ano de 1642 é dada uma ordem régia para reedificação das muralhas.


Durante o terramoto de 1755, o espaço já se encontra quase como que abandonado.


Durante o século XVIII, dão-se várias obras de recuperação do espaço.


No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem do pacato quotidiano da população. Entre eles destacam-se: a resistência à primeira invasão francesa, (início do séc. XIX) comandada por Junot, em 1808, junto á ponte de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado-maior do exército liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre liberais e miguelistas; a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843.


Em 1929, há registos da reparação de uma das torres. Durante o resto do século este castelo sofreu algumas perdas, tanto a nível das paredes do próprio edifício, como também das muralhas circundantes.


Torre do Relógio


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A torre do Relógio voltada para a cidade actual mede vinte metros de altura, sem incluir o campanil, onde, ao longo dos sécu­los, serviram os montemorenses enquanto viveram, três honrados sinos, nas horas alegres e tristes, a to­dos convidando.


Foram eles: O Sino das Horas (1605); O Sino dos Quartos (1784); O Sino do Rebate (1777). Todos eles fabricados em bronze fundido, acabaram vítimas do seu trabalho.


Teria sido por colocação incorrecta do respectivo badalo? É essa a causa normal de os sinos racharem (se o badalo não bate na saliência interior mais elevada do respectivo sino). E continuamos à espera dos novos sinos?


O Sino das Horas, exemplar filipino de extraordinário volume e peso «era a peça mais arcaica do seu tipo no Concelho», segundo Túlio Espanca, no Inventário Artístico de Portugal.


Todos estes sinos estavam ultimamente fendidos. A Câmara Municipal (!) no princípio de Dezembro de 1966, teve de os partir para os enviar a uma fundição, mas perdeu-se o valor dessas preciosidades artísticas.


A Porta defendida por esta torre será provavelmente de origem romana, segundo alguns.


Entre esta porta e a torre do anjo, havia uma rua na qual estava o Paço Episcopal, construído logo após a Reconquista, onde os Ar­cebispos de Évora costumavam hospedar-se. Por isso o costume de chamarem a esta porta a Porta do Bispo e outros ainda a Porta da Vila. Junto à Muralha que vai desta torre à Torre de Santiago encontram-se alguns sarcófagos vazios. Era esta a porta principal e mais importante.


Torre e Porta de São Tiago


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Também chamada do Sol, de Évora e popularmente, desde recuada época, da Má Hora, de Menagem e do Solar, situa-se na retaguarda da extinta Igreja Paroquial de Santiago, a nascente do Castelo.


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 Poderosa e altaneira, foi restaurada pêlos Monumentos Na­cionais na década de 1950, juntamente com o troço da Muralha que a liga à Porta e Torre do Relógio.


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A muralha que ligava esta Torre com a referida Torre do Reló­gio, o Palácio do Alcaide e a Igreja Paroquial de São João Baptista, também extinta, desapareceu intencionalmente, para utilização da pedra e outros materiais, em época desconhecida. Em l de Janeiro de 1914 inaugurou-se o Asilo Montemorense de Infância Desvalida, à custa das Confrarias de Montemor, no Convento da Saudação; o qual se transferiu para a antiga Casa da Guarda (Palácio de Valênças),


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junto à Torre do Relógio, no ano de 1918, por oferta da sua proprietária, a Condessa de Valênças, D. GuiIhermina Anjos Jardim; de onde se transferiu para uma casa junto à Câmara Municipal, cerca de 1970.


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Torre do Anjo


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Também chamada de Santarém, de Lisboa e da Vila.


Com duas fortíssimas torres a ladeá-la e protegê-la, ocupava uma situação excepcional, voltada a San­tarém, dela se avistava um vastíssimo panorama en­volvente.


Estava encostada a uma grande Cisterna de águas pluviais, que protegia. Sobre a parte mais al­ta, tinha em ferro, como cata-vento, a silhueta de um anjo.


Na parte superior des­sa torre mandaram os Con­des de Santa Cruz construir uma casa de recreio, cujo acesso se fazia pelo Palácio dos Alcaides. Ali existiu também uma capelinha dedicada a Nossa Senhora. Segundo uma carta régia de D. Manuel I, de 11 de Junho de 1504, parece que foi oficializada, com Procissão, a Consagração de Montemor ao Anjo da Guarda de Portugal.


As torres que protegem esta Porta foram mandadas construir por D. Diniz que mandou também calcetar esta e as restantes torres deste Castelo.


Esta fortíssima Porta Militar sofreu bastantes estragos com o Terramoto de 1755.


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A Quarta Porta


Também chamada Postigo, já em 1444 e de Évora, desa­pareceu completamente no séc. XIX, com o aproveitamento dos seus materiais, incluindo os da muralha anexa, para construções efectuadas na vila, já depois de 1910.


Para conservação dos castelos, em Montemor-o-Novo como em todo o país, uma terça parte das receitas dos concelhos, até 30-06-1860, foi sempre obrigatoriamente reservada para as despesas com a conservação dos castelos. Nessa data de 1860, tendo evoluído notavelmente a arte militar e vivendo a po­pulação de Montemor-o-Novo, já quase toda, fora das muralhas do seu Castelo, só o crescente valor turístico desse grandioso conjunto de fortificações, ainda mal avaliado, justificaria o sacrifício dos contribuintes.


Uma carta de lei suprimiu a contribuição tributária das po­pulações, extinguindo as terças partes das receitas públicas na defesa dos castelos, a partir de 1860.


Infelizmente, no caso do Castelo de Montemor-o-Novo, a gran­deza desse conjunto monumental ainda não encontrou meio de obter a reconstrução de que precisa.


http://www.monumentos.pt/scripts/zope.pcgi/ipa/pages/ficha_ipa?nipa=0706040011

publicado por GAM às 14:09
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6 comentários:
De isabel venancio a 12 de Abril de 2015 às 23:36
Em visita ao Castelo de Montemor o Novo, em pleno dia (13h45m), arrombaram-nos a porta do carro e roubaram-nos tudo. Ao que parece é pratica corrente, e a GNR, não tem agido, aliás nem se pode ser assaltado ao domingo, porque o sistema informático, alegadamente não passa "comprovativos" da queixa-crime, pelo que fui até aconselhada a fazer a participação na 2ª feira na minha area de residência a mais 500km de distância.
É um local turistico, bem perto da GNR, contudo existem profissionais do alheio, que abrem portas das viaturas e apoderam-se dos bens dos outros. Convém fazer vigilância no local, ou colocar uma placa a avisar dos sucessivos assaltos. É lamentável que se fique com tão má impressão de Montemor-o-novo. Por favor passem o aviso, nós tivemos um prejuízo enorme, e não queremos que mais ninguém seja apanhado desprevenido, a pensar que estão num local seguro, como nós erradamente pensávamos.
cumprimentos,
Isabel Venâncio


De Leticia Santos a 13 de Abril de 2015 às 15:31
Cara srª Isabel Venâncio, em Montemor-o-Novo não é habitual haver assaltos, e se os há é como em todo o lado do país e em todo o mundo, pois a marginalidade é em todos os cantos do mundo.

E a falta de condições nos serviços da Guarda Republicana de Portugal é igual em todos os lados, logo em qualquer parte do país existe falta de condições para prestar qualquer serviço e os nosso governantes não querem saber.... é o que temos infelizmente e em Lisboa não é diferente.


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